Notícia

POLÍCIA MILITAR

Polícia Militar do Estado de Alagoas
Quinta, 07 Outubro 2021 15:48
SAÚDE

No Outubro Rosa, Polícia Militar reforça importância do cuidado e da prevenção

Conheça histórias de vida ligadas à doença e orientações de nosso especialista da Saúde

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Corporação levanta a importância de falar sobre o tema e prevenir Corporação levanta a importância de falar sobre o tema e prevenir

O mês de outubro chega e, com ele, mais uma vez, é levantada a bandeira da prevenção. O denominado Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

 

A Polícia Militar de Alagoas abraça a causa e vem alertar sua tropa sobre o cuidado com a saúde. Na passagem do mês temático, o Comandante-geral da PM, Coronel Wellington Bittencourt, falou sobre a temática no contexto da Corporação: “A saúde mental e a saúde física devem ser nossa prioridade, não podemos esquecer disso. Temos vários exemplos na PM de mulheres fortes que venceram a batalha contra câncer ou lutaram bravamente. Precisamos nos inspirar nestas guerreiras, e encorajar PMs da Corporação a se cuidarem e prevenirem contra o câncer e outras doenças”.

“Acabamos de sair do Setembro Amarelo e ingressamos no Outubro Rosa completando e acendendo alertas importantes que devem ser lembrados ao longo de todo o ano. Nossa função como policiais militares consiste em cuidar e proteger a sociedade. Nós, porém, que colocamos nossa vida à disposição de desconhecidos precisamos assumir uma postura de autocuidado e isso inclui nossa saúde. Só poderemos combater a criminalidade se, antes de tudo, combatermos o que nos afeta ou pode nos causar algum dano”, destacou o Comandante-geral da PM.

Histórias de vida

A primeira história relatada é a da sargento Albênia Marta, que acaba de vencer o câncer. No final de setembro deste ano ela tocou o sino que simboliza a conclusão do tratamento. A militar, que é carinhosamente chamada de “Martinha” ou “Abençoada”, é conhecida entre os pares e subordinados pela serenidade e simpatia. Fora da caserna ela é a mãe da Débora, de 18 anos de idade e de Daniel Victor, de 24 e avó amorosa do Daniel Rhavy, de um ano e sete meses. A Sargento tem 50 anos de idade e mais de 23 dedicados à PM, a maioria deles no Centro de Operações Policiais Militares (Copom).

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A militar estava vivenciando um processo de luto recente, com a perda de sua mãe e percebeu um caroço no seio. Do diagnóstico, em dezembro de 2020 até a conclusão em setembro de 2021, o caminho foi árduo marcado por 16 seções de quimioterapia, exames semanais, consultas, acompanhamento médico, cirurgia de mastectomia, mais exames, radioterapia, mas sem perder a fé.

“Em todo processo eu sempre repetia o que diz na música: ‘Se Deus fizer, Ele e Deus. Se não fizer, Ele é Deus’. Foram oito meses de lutas, mas de bênçãos e posso dizer que sou muito grata. Estou feliz por vencer e poder voltar a trabalhar. Hoje agradeço primeiramente a Jesus, à minha família e aos amigos da Corporação, do Comandante-geral ao soldado mais recruta. Muitos, até que nem conheço, me ajudaram. Como não posso dizer isso a cada um aproveito este espaço pra deixar minha gratidão. Que sejam recompensados por Deus. Todos estão em minhas orações”, destacou a sargento Marta.

“Aprendi e deixo o conselho: façam os exames, não apenas da mama, mas geral. Façam check-up! Tenham o hábito de cuidar da saúde. Se previnam”, aconselha a militar que, no seu retorno ao trabalho, encontrou e foi recepcionada pelos Coronéis Wellington Bittencourt e Thúlio Emery, Comandante-geral e Subcomandante-geral da PM, respectivamente.

Quem também vivenciou o drama da doença e divide sua experiência é a Sargento Wanessa Neves. No caso da militar, sua mãe, dona Rusélia é que foi diagnosticada com câncer de mama no ano de 2015.

Emocionada, ela relata o processo da dor que virou saudade. Uma lição que ela faz questão de compartilhar com o intuito de conscientizar cada vez mais pessoas. Dona Rusélia tinha 62 anos, quatro filhos e 08 netos, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral. De Palmeira dos Índios, onde ela morava, foi transferida às pressas para Maceió.

O médico que a atendeu reuniu os quatro filhos para uma conversa que a terceira filha define como um momento em que perdeu o chão: “Ele disse que nossa mãe estava com câncer de mama em estágio avançado, apresentava metástase nos ossos e precisava iniciar o tratamento urgentemente”.  

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Ele nos alertou que os meses de tratamento não seriam fáceis nem para ela nem para nós. Diversos exames, as temíveis quimioterapias e radioterapia. “Minha mãe sofreu todas as consequências horríveis que a doença e o tratamento trazem consigo: perda de cabelo, dentes mais fracos, palidez, dor, depressão etc”.

Em todo o processo, a militar recorda a força demonstrada pela mulher que em vida deixou uma marca de amor aos filhos e aos netos. “Ela foi um exemplo até perto da sua morte. Depois de tudo que passamos, ela nos fez prometer que sempre iríamos cuidar uns dos outros. Minha mãe morreu em 25 de janeiro de 2016, três dias antes de fazer a cirurgia de retirada da mama”, completa a sargento Wanessa.

“Outubro Rosa, para mim, representa perda, saudade sem fim, mas também um momento de reflexão. Como uma pessoa que enfrentou de perto esta doença, deixo este alerta: esteja em dia com a sua saúde. Informe-se e entenda tudo sobre o câncer, desde a prevenção até o diagnóstico e tratamento. Neste processo aprendi que é preciso ter um propósito maior e exercitar a humanidade. Minha mãe me pegou pela mão e me ensinou isso. Esta foi a última e maior lição que recebi de Dona Rusélia e espero estar seguindo a contento”, finaliza.

Prevenção

Uma das formas de conhecer o corpo e perceber alterações é o autoexame das mamas. O procedimento pode e deve ser feito por meio da observação em frente ao espelho e consiste em apalpar a mama de pé e repetir o ato deitada. Pode ser feito mensalmente, entre o 3º e o 5º dia após a menstruação (ou em uma data fixa no caso de mulheres que já não têm menstruação).

Um dos médicos do quadro de Saúde da PM, Capitão Natanael Fernandes, orienta quanto à importância da prevenção clínica. O militar que é mastologista, ginecologista e obstetra reforça a necessidade do exame físico feito pelo profissional, acompanhado de exames periódicos e acompanhamento devido.

Ele esclarece que a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é da realização dos exames a partir dos 40 anos de idade. Os mais comuns são a mamografia ou a ultrassonografia da mama. Os exames preventivos devem ser antecipados em mulheres que possuem histórico de câncer de mama na família. Em casos específicos, pode ser realizada a ressonância magnética como exame complementar.

Engana-se quem pensa que câncer de mama é coisa de mulher. Os homens, além de incentivarem os cuidados com suas parceiras e parentes, também devem estar vigilantes. “No homem a incidência de câncer de mama é mais rara, mas pode acontecer. Está numa proporção de 1 para 156, mas a atenção deve existir”, alerta o médico.


“Os exames preventivos não impedem que a doença apareça. A chamada prevenção secundária impede que o câncer progrida, ou seja, dá condições para que a doença seja debelada antes que cause a mortalidade”, reforça o Capitão Natanael.