Notícia

POLÍCIA MILITAR

Polícia Militar do Estado de Alagoas
Quarta, 17 Março 2021 14:31
PROTEÇÃO

Reunião no Comando-Geral trata de uso app de combate à violência doméstica

Projeto de estudante de direito do Cesmac foi recepcionado pela Corporação e iniciará em Palmeira dos Índios

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O comandante-geral enalteceu a acadêmica pelo trabalho e compromisso com a causa O comandante-geral enalteceu a acadêmica pelo trabalho e compromisso com a causa

A proteção à mulher vítima de violência doméstica acaba de ganhar uma nova ferramenta digital. O aplicativo “Não” já está disponível para download para os sistemas Android e IOS (Iphone). Por meio do app, mulheres vítima de violência poderão acionar a polícia de forma prática. Inicialmente, o uso se restringirá ao município de Palmeira dos Índios, onde o projeto nasceu, mas com perspectiva de ampliação para outras áreas.

Na manhã desta quarta-feira (17), o comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Wellington Bittencourt, recebeu a estudante de direito Isabelle Mendes. A universitária representa a Liga Acadêmica de Direito Digital do Campus Sertão do Centro Universitário Cesmac e é uma das responsáveis pela criação do aplicativo. Isabelle apresentou detalhes sobre a formatação e funcionamento da ferramenta digital que é totalmente gratuita e não tem fins lucrativos.

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O comandante-geral enalteceu a acadêmica pelo trabalho e compromisso com a causa. “É uma iniciativa que tem tudo para crescer e a Polícia Militar vem para somar esforços. Vamos atuar com o projeto-piloto em Palmeira dos Índios junto ao 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sob o comando do major Luciano Felizardo. Nos próximos dias iremos até Palmeira alinhar a situação in loco e, de antemão, dizemos que nossa expectativa é positiva”.

“Nosso objetivo é encorajar as mulheres a dizerem não para a violência, para que elas denunciem e percam o medo. Nosso desejo era que esse projeto chegasse ao comando-geral da PM e ficamos felizes com esta adesão, por unir forças, porque não lutamos sozinhos”, disse a jovem que, além de estudante do 7º período, também é estagiária do Fórum de Palmeira dos Índios.

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O encontro contou com a presença da tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas Camila Paiva, coordenadora da Comissão de Proteção à Mulher, da Secretaria de Segurança Pública (SSP); da comandante da Patrulha Maria da Penha (PMP) em Maceió; do chefe da 5ª Seção do Estado-Maior Geral, major Sérgio Galvão e uma representação do curso de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) formada por quatro alunas.

“Trouxemos para esta reunião duas mulheres militares que já atuam nesta vertente de forma muito comprometida e quatro senhoras que estão ingressando agora na polícia”, completou o coronel Bittencourt salientando que PM vivencia um momento de fortalecimento de suas missões institucionais, morais e éticas.



“NÃO”

Trata-se de uma ferramenta acessível e de fácil uso. Por meio do app, a vítima poderá acionar a polícia. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) receberá a informação, fará a triagem e designará uma guarnição para atendimento de acordo com a localização indicada no sistema (conforme cadastro prévio). Na prática, o aplicativo terá as opções “Denúncia” e “Estou Sendo Agredida” (com funcionalidade semelhante a um botão de pânico). 

O “Não” terá suporte para receber mídias e registros que confirmem a denúncia, mas terá criptografia para proteger as informações, de forma que há dados que serão de uso restrito da Polícia Judiciária.

O projeto se desenvolveu dentro da Liga Acadêmica de Direito Digital do Campus Sertão do Cesmac e teve como principal entusiasta e professor Sandro Melros. O fundador da liga faleceu no dia 24 de fevereiro deste ano, vítima de complicações em decorrência da Covid-19. O educador não chegou a ver o aplicativo em ação, mas seu ideal segue em desenvolvimento.