Quinta, 24 de Abril de 2014
   
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RPMon recebe visita de jovens da Casa Dom Bosco

Com a visita, diversas atividades foram desenvolvidas com o objetivo de mostrar um pouco as ações da Polícia Militar e incluir os visitantes na rotina do Regimento
 
Os jovens assistidos pela Casa Dom Bosco tiveram a oportunidade de desfrutar de uma manhã diferente no Regimento de Polícia Montada Dom Pedro I, localizado no bairro do Bebedouro, nesta terça-feira (16).
 
Diversas atividades foram elaboradas com o objetivo de mostrar um pouco do dia a dia dos policiais militares que utilizam o cavalo como ferramenta no desempenho de suas funções relativas ao policiamento ostensivo.
 
Acompanhados do Padre Tito, mantenedor da Fundação João Paulo II (razão social da Casa Dom Bosco), e do sargento Edson Barros, que é benfeitor e voluntário da instituição; os jovens com idades que variam entre 12 e 18 anos foram recebidos pelo comandante do Regimento, major Ramon Oliveira.
 
O major Ramon, por sua vez, salientou a importância da iniciativa, considerando a quebra do paradigma de que a Polícia Militar funciona tão somente como órgão repressor. O comandante sugeriu também que as visitas fossem periódicas, possibilitando um trabalho contínuo junto aos jovens, incluindo nesse sentido as instruções de equitação.
 
Após a apresentação ao comandante, os jovens conheceram as instalações do quartel, passando pelas baias, tendo assim o primeiro contato com o cavalo. Logo após, o tenente Sidcley passou algumas instruções de equitação, onde os mesmos puderam vivenciar, na prática, a condução do animal.
 
Antes do almoço, os jovens participaram de um pequeno torneio de futebol, onde não houve perdedor, tampouco vencedor; o objetivo foi integrar e fomentar o espírito de corpo com uma atividade lúdica.
 
Fundação foi criada após visita do Papa a Alagoas
 
Durante a visita, o padre Tito explicou como surgiu a iniciativa do projeto que completa 20 anos em Alagoas, comemorando bons resultados, a exemplo de um ex-aluno que hoje é músico e colabora ativamente nas atividades desenvolvidas com os novos egressos, bem como outro ex-aluno que cursou a faculdade de Direito e atualmente é procurador da cidade de Salvador/BA.
 
Segundo o padre, durante a visita do Papa João Paulo II ao Brasil, e sua vinda ao Estado de Alagoas, no ano de 1991, no trajeto feito até o “Papódromo”, o Sumo Pontífice da Igreja Católica avistou diversas crianças carregando pequenas garrafas plásticas e algumas levando-as à boca. Não sabendo do que se tratava, perguntou ao então arcebispo de Maceió, Dom Edvaldo, o que seria aquela “garrafinha” nas mãos das crianças. Ao que o arcebispo respondeu se tratar de um entorpecente que consistia basicamente em cola de sapateiro.
 
O Papa ficou tão abalado com aquela afirmação que ao final da celebração da missa pediu a Dom Edvaldo que levasse uma daquelas crianças até o altar. Na oportunidade, João Paulo II entregou um cheque para a criança para que fosse dado início a uma fundação com o propósito de auxiliar crianças e jovens dependentes químicos.
 
Assim, em 19 de outubro de 1992, quase um ano depois, foi criada a Fundação João Paulo II e a Casa Dom Bosco, onde segundo o Padre Tito, está aberta a qualquer um que bata a sua porta.
 
Entretanto, para fazer parte do grupo, alguns requisitos são necessários, a exemplo da espontaneidade, ou seja, o jovem (ou adulto) deve ir à Casa por sua própria vontade, nunca de forma obrigatória. É necessária, também, a regularização junto aos órgãos públicos, tais como Conselho Tutelar, Ministério Público e a Secretaria de Estado da Paz (Sepaz), que após decisão judicial faz o devido encaminhamento do jovem a Casa Dom Bosco.
 
No local, são desenvolvidas diversas ações de socialização e evangelização do indivíduo, preparando-o para a reinserção no meio familiar e na sociedade.
 
Obedecendo aos três preceitos: escola, trabalho e evangelização; os jovens têm um dia a dia agitado, incluindo aulas que vão desde a alfabetização a cursos profissionalizantes; atividades esportivas; organização e manutenção da casa; o programa de prevenção a recaídas, entre outros.
 
No período em que permanecem na Casa, a família do jovem também é acompanhada e passa por um tratamento dividido em oito estágios, participando de retiros e acampamentos, sendo preparados para a reinserção do parente no seio familiar.
 
Jovens também visitam outras Unidades da Polícia Militar
 
O sargento Barros, lotado na Academia de Polícia Militar, que é voluntário na Casa Dom Bosco há quatro anos, auxilia o Padre Tito e os monitores nas atividades desenvolvidas pela Fundação, promovendo o intercâmbio da mesma com a PM.
 
“O objetivo é que os jovens conheçam também nossos batalhões especializados como o Bope e o Batalhão Ambiental e, que dessa maneira, eles mudem a visão negativa que tinham da instituição Polícia Militar. Nossa missão é mostrar o lado bom da vida!”, frisou o policial.
 
Casa Dom Bosco recebe donativos
 
De acordo com o padre Tito, tendo em vista a demanda que a Casa recebe, é gerado um alto custo com energia, água, IPTU e ainda mais com alimentação e vestimentas.
 
Por isso, a Fundação aceita doações de qualquer natureza, principalmente alimentos e materiais de limpeza. Para aqueles que queiram conhecer o trabalho e colaborar com a instituição, a sede fica situada na avenida Jorge Montenegro de Barros, n° 4000, bairro Santa Amélia. O telefone para contato é o 3314-1408.
 
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