Sábado, 02 de Agosto de 2014
   
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HISTÓRIA

“Ao longo dos 180 anos de sua história a PM de Alagoas participou de missões que extrapolaram suas funções de corporação policial”

A primeira participação da PMAL em conflito que exigiu operação de guerra deu-se em 1839. quando Agostinho da Silva Neto, presidente da Província resolveu transferir a Capital, então instalada na cidade de Alagoas (atual Marechal Deodoro), para Maceió.

Em defesa da legalidade, a PM enfrentou tropas comandadas pelo major Manoel Mendes da Fonseca (pai de Deodoro), que se opunha à transferência, dominando os rebeldes.

Em dezembro de 1864, tropas paraguaias atravessaram a fronteira com o Brasil e tomam o Forte Coimbra, na Província do Mato Grosso, dando início à Guerra do Paraguai, que duraria até 1870.

Em 13 de março de 1865, transformado em 20º Batalhão de Voluntários da Pátria, com efetivo de 400 soldados alagoanos e sob o comando do major Carlos Cirilo de Castro, um batalhão da PM embarcou para os campos de batalha do Paraguai.

Um matutino da época registra que antes de embarcar no vapor São Francisco com destino ao teatro de operações, as tropas desfilaram pelas ruas de Maceió sob intensa aclamação popular.

Guerra do Paraguai (1824-1870). No conflito, 201 policiais militares alagoanos perderam a vida.

Ao retornar à Província, em 1870, os soldados alagoanos foram calorosamente recebidos pelo povo, que prestou homenagens aos 201 milicianos mortos em combate.

Em 1895, a PMAL participou ativamente da deposição do Barão de Traipú do governo da Província.

Dois anos mais tarde, um contingente de 30 homens (voluntários) foi incorporado ao contingente federal que participou da repressão aos sertanejos do vilarejo de Canudos, na Bahia, quando os seguidores de Antônio Conselheiro foram vencidos.

Em 8 de julho de 1922, a Polícia Militar alagoana tem seu “batismo de fogo” contra cangaceiros. Depois de atacar o município de Água Branca, o bando escondeu-se na localidade de Espírito Santo (PE). Comandando 30 homens, o tenente José Medeiros, atacou os bandidos que, depois de intenso tiroteio, fugiram pela caatinga deixando 5 mortos e levando uma dúzia de feridos. No confronto, a PM perdeu o sargento Farias e o soldado João Miguel Gomes. Ficaram feridos os soldados Pedro Vieira dos Santos e João Videira da Silva.

O então Tenente João Bezerra, comandante da força volante que atacou a Grota do Angico, em 28/07/1938, exterminando Lampião e seu bando.

Com a eclosão do Segundo 5 de Julho (continuação do Movimento Tenentista, iniciado com a Revolta do Forte Copacabana, em 1922) um contingente da PM de Alagoas, comandado pelo capitão Santa Rosa, foi deslocado para o Estado de Sergipe com a finalidade de dar combate a parte dos militares federais aquartelados naquele Estado e que apoiavam os tenentes. A tropa retornou a Alagoas tão logo a rebelião foi dominada.

Em 16 de maio de 1925, a PM alagoana foi novamente mobilizada para operar fora do Estado. Sob o comando do capitão Manoel Caldas Braga, três oficiais e 150 praças foram deslocados até o Estado do Maranhão com a finalidade de enfrentar a Coluna Prestes, agrupamento militar oriundo do Movimento Tenentista de 1922/24. Os alagoanos retornaram a Maceió em 4 de maio de 1926, após inúmeros combates com a “Coluna Invicta”.

A PM alagoana apoiou os revolucionários que derrubaram a República Velha, em 1930.
Durante a revolução de 1930, oficiais da PMAL apoiaram os revolucionários que derrubaram o governo do presidente Washigton Luís e levaram Getúlio Vargas ao poder, integrando-se, na ocasião, às forças comandadas pelo general Juares Távora.
A artilharia Paulista, repele ataque das forças de Getúlio em 1932. A PM-AL, lutou contra São Paulo.
A 9 de julho de 1932, rebenta em São Paulo a Revolução Constitucionalista, que tinha como meta depor Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório instalado em 1930.

Hábil na arte de fazer política, Vargas espalha pelo resto do Brasil a falsa informação segundo a qual São Paulo queria se separar do Brasil. Com isso, ganhou o apoio do restante do país. Além dos contingentes federais, as polícias militares de todos os Estados enviaram tropas para combater o suposto movimento separatista de São Paulo.

Em 18 de agosto daquele ano, um batalhão da PM seguiu para o território paulista, onde foi incorporado às forças que defendiam o governo de Vargas.
Incorporado a um contingente legalista, a PM perseguiu a Coluna Prestes (1925-1927).
Pesquisa e texto: João Marcos Carvalho, do Jornal “A NOTÍCIA”

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